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Ícones degustados

por Christian Burgos

Uma tarde inesquecível para os amantes de vinho. A Quinta da Boavista protagonizou junto com outros três grandes ícones mundiais o mais aguardado evento de vinho do Brasil neste ano, o International Tasting 2017, organizado pela revista ADEGA no hotel Unique, em São Paulo.

Tony Smith, da Quinta da Boavista

Tony Smith, um dos proprietários da vinícola, veio ao Brasil exclusivamente para conduzir a degustação. Ele apresentou as safras 2013 e 2014 dos dois single vineyards ícones da vinícola, o Quinta da Boavista Vinha do Oratório e o Quinta da Boavista Vinha do Ujo, cujas produções giram em torno de apenas 1.000 garrafas cada.

Os 45 degustadores presentes puderam comprovar o que Camilo Lima, da importadora Winebrands, classificou como “uma degustação matricial”. Gustavo de Andrade Paulo, diretor da ABS-SP, e Eduardo Milan, da revista ADEGA, destacaram que a possibilidade de degustar os mesmos vinhos em safras diferentes e a mesma safra de vinhos diferentes conferiu uma dimensão extra na compreensão destes ícones que vêm despertado a atenção da crítica especializada.

Parker e Martins

O Vinha do Oratório 2014 foi considerado o melhor vinho de Portugal (19 pontos de um total possível de 20) pelo renomado crítico português João Paulo Martins em seu aguardado guia editado a cada dois anos, ao passo que o Vinha do Ujo 2014 foi considerado por Robert Parker o melhor vinho do Douro nesta safra (94+ pontos). Os presentes puderam escolher pessoalmente suas preferencias entre estes quatro vinhos, que contam com a consultoria enológica de Jean-Claude Berrouet, enólogo do Petrus por 44 safras, e que define os vinhos assim: “O Ujo é Londres e o Oratório, Nova York”.

Uma história à parte foi ouvir diretamente dos proprietários da Boavista, Marcelo Lima e Tony Smith, como um empresário brasileiro e um ex-editor de negócios e correspondente de guerra se tornaram os proprietários desta que é uma das quintas mais emblemáticas do Douro e a levaram a se converter rapidamente na produtora de um dos novos grandes tintos de Portugal. 

Com menos de 1.200 garrafas produzidas anualmente, as poucas garrafas de cada um dos dois single vineyards desta safra chegam ao Brasil e evaporam do estoque da importadora, mas uma boa oportunidade para compreender por que estes vinhos estão conquistando os grandes especialistas do mundo é degustar o Boavista Reserva 2014.



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