Curiosidades

O lado estético do vinho

Por Patrícia Kozmann

Li uma entrevista do professor Gaeta, docente da Universidade de Verona para estudos de economia e política do setor vitivinícola, sobre a importância da imagem e identidade de um vinho.

Matías Ricittelli e seus rótulos criativos

Cada vinícola representa uma história, tanto eficaz como crível. Sem dúvida, a credibilidade da vinícola está muito ligada ao proprietário, seu carisma, sua personalidade e seu caráter. Por outro lado, a identidade de uma vinícola está ligada ao seu território, e deve criar coerência com o personagem que o representa.

Com o passar dos anos, e percorrendo particularmente a história da viticultura italiana, os investimentos principais sempre ocorreram nos vinhedos e na vinificação do vinho. Os investimentos em marketing e imagem só despertaram atenção com a saturação da demanda do mercado.

C’est la Vie, da Albert Bichot

Albis, da vinícola Haras de Pirque

O consumidor se torna mais sensível à estética e à embalagem (“packaging”) do produto, e as vinícolas passam a investir mais no assunto. A comunicação e a credibilidade da vinícola passam a vagar de modo sensível do carisma do seu proprietário ao seu terroir até a estética de seu packaging.

Aisthesis

Do grego “aisthesis”, sensação significa que o valor estético é o conteúdo espiritual de um objeto. Valor estético que representa em si estrutura, equilíbrio, harmonia e elegância de um objeto, e que deve exibir estas qualidades e se deixar apreciar. O vinho e seu rótulo devem ser assumidos como objetos de valor estético, e não somente meros produtos da natureza. Os rótulos dos vinhos são importantes fontes de informação ao consumidor, pois descrevem o tipo e origem do vinho.

O rótulo muitas vezes é a única fonte de avaliação que o consumidor tem para a escolha do vinho. Os sinais complexos que o design de um rótulo deve ativar através do “olhar” são o primeiro impacto sensível a conduzir ao desejo de adquirir tal vinho.

O cliente bebe primeiro o rótulo do vinho. Algumas vinícolas permanecem com seus rótulos inalterados por mais de 60 anos, enquanto outras preferem alterá-los a cada ano. Produtores, muitas vezes, escolhem os designs de seus rótulos de modo que não intimidem seus consumidores e até os ajudem na escolha do vinho. Escolhemos para você, leitor, alguns exemplos de rótulos tradicionais e outros mais “originais”. Esperamos que lhes conduzam a “aisthesis” sensação e desejo de consumir pelo menos um deles!

A presto.

Formada em Comunicação e Marketing pela ESPM e certificada pelo WSET nível 2, Patricia Kozmann vive na Itália e se tornou consultora de viagem lá. Seu texto foi originalmente publicado por Winebrands na edição número 5 da versão impressa de “Wine Not?” 

 

 

 

 

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