Estilos de vinho

Por que sou polígamo?

por Guilherme Velloso*

Em seu livro Wine Grapes, o mais completo guia dedicado ao assunto, a conhecida especialista inglesa Jancis Robinson descreve 1.368 variedades de uvas viníferas. E são dezenas os países que produzem vinhos regularmente, entre eles, nomes que provavelmente surpreenderão muitos enófilos, como Índia, Japão e Hungria, embora nem todos representados no mercado brasileiro.

Por isso, fico surpreso quando sei de alguém que só pede Malbec argentino ou Chardonnay chileno, ainda que os dois países ofereçam excelentes exemplares com estas uvas. Uma das maiores riquezas do mundo do vinho é, justamente, a enorme diversidade da oferta. E, em minha opinião, um dos maiores prazeres de quem gosta de vinho é experimentar rótulos que não conhece, seja pelo país ou região produtora, seja pela uva com que são produzidos, seja ainda pelo nome do produtor, em que pese a tentação de ficar nos conhecidos.

Como amante de vinhos e consumidor regular há quase 50 anos, sempre adotei a política de experimentar tudo o que posso. Nessa jornada, obviamente, tive algumas frustrações. Mas prefiro lembrar as recompensas inesperadas, que acontecem quase que diariamente.

Por isso, meu conselho tanto a enófilos amadores como a candidatos a sommelier é o mesmo: provar o maior número possível de vinhos. A melhor maneira de ampliar os conhecimentos e desenvolver o próprio gosto. No mundo do vinho, a poligamia é virtude, não defeito.

 

* Guilherme Velloso, diretor da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo (ABS-SP), é jornalista e enófilo.

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