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Quinta da Boavista é ‘Produtor do Ano’ em Portugal

A vinícola Quinta da Boavista ganhou o prêmio “Produtor do Ano” de Portugal em 2019, considerado o “Oscar do Vinho” no país. A condecoração é fruto de um trabalho que começou há quase dez anos, quando o empresário brasileiro Marcelo Lima e o jornalista britânico Tony Smith fundaram a sociedade Lima Smith e decidiram comprar esta icônica propriedade do Douro, de terroir único, para iniciar ali uma profunda transformação vitivinícola.

“É o reconhecimento do trabalho de uma equipe especialmente talentosa, que está  junta nesse projeto desde 2011. Contar com pessoas como o meu sócio Tony Smith e o enólogo Rui Cunha faz a diferença”, diz Marcelo Lima. “Desde a primeira safra, em 2013, tínhamos o propósito de construir a marca Boavista com vinhos únicos e especiais”.

Na premiação, concedida pela conceituada Revista de Vinhos, que homenageou também nomes como o de Jancis Robinson, a Lima Smith também comemorou o resultado do vinho “Quinta da Boaviasta – Vinha do Ujo 2016”, que ficou entre os 30 melhores lançamentos de 2019 em Portugal.

Barão de Forrester

Localizada na margem direita do rio que dá nome à região, com quase 40 hectares de vinhedos, a Quinta da Boavista é uma das mais tradicionais propriedades da região demarcada do Douro.

A vinícola remonta ao período do Barão de Forrester. Fez parte da primeira delimitação da região do Douro, promovida em 1756 pelo Marquês de Pombal. Uma das personagens mais importantes da história do Douro e do Vinho do Porto, justamente por mapear a região, o Barão Forrester costumava pernoitar em sua sede.

A Quinta da Boavista ainda ostenta nos sinuosos socalcos erguidos sobre o xisto típico de lá inúmeras vinhas velhas. A propriedade tem quase 10 hectares de vinhas velhas de 27 castas diferentes, a maioria delas nativas de Portugal. Além do Quinta da Boavista – Vinha do Ujo, outro vinho de vinhas venlhas recebeu menção especial na cerimônia de premiação, o “Quinta da Boavista Vinha do Oratório”.

Não por acaso, a Quinta da Boavista recebe a designação A na classificação para a produção de vinhos do Porto feita pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) com base em itens como solo, subsolo, clima, densidade de plantação e altura de patamares. É a conceituação máxima entre A e F.

Rui Cunha e Claude Berrouet

Integrante do projeto, o enólogo Rui Cunha, ligado a outros projetos da Lima Smith (o dos vinhos de Covela), também foi convidado a criar os novos vinhos da Boavista. Antes, a vinícola produzia exclusivamente o vinho do Porto. Nos dias de hoje, a maioria dos rótulos é de vinhos não fortificados.

Para fazer essa transformação, Cunha teve a ajuda do amigo e consultor Jean-Claude Berrouet, um dos nomes mais importantes de Bordeaux – ele foi enólogo-chefe do Chateau Pétrus por 44 anos.

“É uma grande propriedade, um ícone do Douro”, resume Lima. “Já vimos que na Boavista somos capazes de produzir grandes vinhos tintos, e este prêmio vem reforçar isso”.



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