Perfil de produtores

Antinori, da Toscana para o mundo

Tempo é uma palavra bem conhecida no dicionário dos Antinori. A família dedica-se há mais de seis séculos à produção de vinhos. É uma tradição que remonta ao ano de 1385 e tem em Giovanni di Piero Antinori seu precursor.

Já em sua 27ª geração, os Antinori aprenderam como poucos a valorizar uma das grandes virtudes da vida, a paciência. Assim, no devido tempo, reconheceram alguns dos melhores terroirs do mundo e lá investiram.

Além das históricas propriedades na Toscana e em Úmbria, a família produz vinhos em outras regiões da Itália e em países como Hungria, a Romênia, Chile e Estados Unidos contando atualmente com gestão compartilhada pelas três filhas de Marchese Piero Antinori: Alessia, Allegra e Albiera, sendo esta última a primeira mulher a presidir o grupo que administra mais de 20 propriedades espalhadas por três continentes com cerca de 130 rótulos.

Aqui mostramos um pouco das principais propriedades.

GUADO AL TASSO

Faz parte da prestigiosa denominação Bolgheri, berço dos Super Toscanos. Muito valorizada por produzir vinhos de excepcional qualidade, fica na costa Toscana a 96 km de Florença e conta com 300 hectares de vinhedos em um microclima de características únicas. Pela proximidade do mar, as constantes brisas amenizam os extremos de calor do verão e de frio do inverno ao mesmo tempo que varrem as nuvens do céu, aumentando a quantidade de horas e a intensidade da exposição à luz solar. O vinho homônimo Guado al Tasso, rótulo ícone desta propriedade, não só expressa com exuberância o terroir deste canto da Itália como contribui para elevar Bolgheri ao nível de uma das mais importantes áreas vitivinícolas da Europa. Ali são plantadas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Petit Verdot.

PIAN DELLE VIGNE

Localizada a seis quilômetros ao sul da cidade de Montalcino, acima do vale do rio Orcia, a propriedade leva o nome de uma estação ferroviária que fica dentro de seus limites. Pertence à família Antinori desde 1995. Dos 184 hectares, 65 exibem vinhedos de uma única casta, a Sangiovese (conhecida localmente como “Brunello”). Composto por Argila e calcário e muito pedregoso, o solo proporciona elegância aos taninos dos vinhos. Como resultado do clima temperado que prevalece em Montalcino, as uvas dali amadurecem uma semana ou duas mais cedo do que as de Chianti.

TIGNANELLO

Incrustada no coração da denominação Chianti Classico, entre as duas aldeias de Montefiridolfi e Santa Maria a Macerata, a 30 km ao sul da cidade de Florença, possui 127 hectares de vinhedos entre os vales dos rios Greve e Pesa. Mais que em qualquer outro lugar, aqui a família Antinori expressou seus princípios e filosofia de trabalho: tradição, modernidade e respeito ao terroir. Propriedade tem solo pouco fértil, fontes limitadas de água subterrânea, subsolo rico em calcário e rochas de argila calcária. Lá as uvas desfrutam de dias quentes e noites frias. Destaque para a nativa Sangiovese e as não autóctones Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Possui caves para a fermentação e amadurecimento dos vinhos. É nesta Tenuta que nascem os míticos Tignanello e Solaia.

PÈPPOLI

A propriedade Pèppoli está localizada a cinco quilômetros ao nordeste da propriedade de Tignanello e se estende por uma área total de 100 hectares, 50 dos quais são plantados em vinhas que produzem o Pèppoli Chianti Classico. Os vinhedos ficam em um pequeno vale que retém o calor do dia e conta com solos rochosos ricos em minerais, indicados para a produção principalmente de Sangiovese, mas também de Merlot e Syrah em menores quantidades. A Antinori adquiriu a propriedade em 1985, mesmo ano da primeira safra de Pèppoli Chianti Classico, comercializada em 1988.

BADIA A PASSIGNANO

Situada a 3 km ao sul de Tignanello, propriedade possui 223 hectares de vinhedos sobre um terreno calcário em uma das partes mais belas e produtivas da denominação Chianti Classico. Em 1983, encontraram no terreno em torno da abadia uma videira vinífera milenar. As vinhas que cercam a abadia pertencem à família Antinori desde 1987. Atualmente, existem 56 hectares plantados de Sangiovese e, de forma muito limitada, de Cabernet Sauvignon e Syrah. A família usa adegas antigas localizadas abaixo do mosteiro, ambiente perfeito para a evolução dos vinhos, pois mantêm temperaturas e humidades constantes ao longo do ano. Eles detêm aproximadamente dois mil barris de carvalho francês para a produção do Badia a Passignano Chianti Classico Riserva – um verdadeiro cru de Sangiovese.

CASTELLO DELLA SALA

Trata-se de uma fortaleza medieval encantadora construída em 1350, rodeada por aldeias etruscas históricas, na Úmbria, a meio caminho entre o rio Paglia e o pico do Monte Nibbio, próximo tanto da fronteira da Toscana como da cidade histórica de Orvieto. Cerca de 140 hectares de um total de 500 recebem vinhedos, num sol argiloso com substrato de origem vulcânica e sedimentar. Em 1985, nasceu o primeiro Cervaro della Sala, um dos vinhos italianos mais renomados em todo o mundo. As castas originais dali, principalmente Procanico e Grechetto, continuam a ser cultivadas na propriedade. Procanico é um clone de Trebbiano da Úmbria e tem sido cultivada no entorno de Orvieto desde tempos imemoriais. A propriedade também possui variedades de Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Noir, além de Semillon e Gewürztraminer. O amadurecimento dos vinhos ocorre em pequenos barris de carvalho francês a 30 metros (100 pés) abaixo do castelo nas adegas medievais que remontam ao século XIV. Em 2005, novas adegas foram construídas levando-se em conta inovações da viticultura e enologia.

LE MORTELLE

É a propriedade mais recente dos Antinori, adquirida em 1999, diante de seu grande potencial. Produz vinhos com estilos parecidos aos de Bolgheri, utilizando as mesmas variedades, mas com preços mais acessíveis. Está situada no coração da baixa Maremma, perto da cidade de Castiglione della Pescaia, na província de Grosseto. Dos 270 hectares totais, cerca de 100 hectares são cobertos por um pomar orgânico, dois lagos, oliveiras e florestas e 170 recebem vinhedos cujas uvas dão vinhos com um caráter que reflete fielmente o território, o que significa poder e elegância ao mesmo tempo. Neles são plantadas diferentes 9variedades, principalmente Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, uma pequena parcela de Carménère e de uvas brancas como Vermentino, Ansonica e Viognier. O solo, de média consistência, arenoso e argiloso, é predominantemente composto de argila e sílica e é, em certas partes da propriedade, um pouco rochoso. O clima é o típico da costa local: quente e seco, com a brisa do mar, que atenua o frio do inverno e refresca o calor excessivo do verão e reduz as chuvas.

 

PRUNOTTO

Situada na cidade de Alba, a mais importante do distrito de Langhe, no Piemonte, equidistante de Barbaresco e Barolo, em uma planície rodeada por vinhedos das áreas de Langhe e Roero. Numa região marcada por colinas que se alternam com pequenos vales cobertos por fileiras de videiras pelas encostas, o território, com os seus castelos e aldeias medievais, conserva um património artístico e arquitetônico que se encontra entre os mais importantes e especiais da região do Piemonte. A família Antinori aceitou o desafio desse terroir, com solos tão distintos, e possibilitou que Prunotto se tornasse uma das principais casas produtoras de vinho do Piemonte onde se engarrafam alguns belos crus de Barolo, Barbera e Barbaresco.

FATTORIA ALDOBRANDESCA

Comprada pela família Antinori em 1995, a propriedade se estende por mais de 190 hectares totais em uma planície suave com substrato de origem vulcânica. As vinhas situam-se num espigão de rocha do tipo tufo, típica da região, rodeadas de um lindo panorama de verdadeiro viés arqueológico, com penhascos rochosos utilizados no passado como fortalezas. Localizada na parte sul da Maremma Toscana, fica bem no centro do que é chamado de “zona etrusca de rocha tufácea”.

LA BRACCESCA

A propriedade cobre 342 hectares em um território antes ocupado pelas terras do conde de Bracci, que deu não só o nome mas também o brasão de armas para a propriedade, um braço (“braccio” em italiano) coberto por armadura que segura uma espada. Está a poucos quilômetros de Montepulciano, perto da fronteira com a região da Úmbria, e tem uma superfície total de aproximadamente 418 hectares em duas denominações diferentes, Vino Nobile di Montepulciano e Cortona. Duas identidades fortes, que, juntas, constituem seu patrimônio.

MONTELORO

Fica a 12 km de Florença, nas colinas atrás de Fiesole, imersa em uma paisagem de vinhedos, olivais e bosques que abrigam também vilas e casas de pedra. A zona é conhecida por um passado em que era um lugar de repouso para a nobreza florentina, testemunhada pelas casas que já abrigaram Dante Alighieri e Beatrice Portinari e que têm vista para os vinhedos da propriedade. Em Monteloro, graças a um terroir único no panorama da Toscana, Riesling, Pinot Grigio, Pinot Bianco e Gewürztraminer expressam seu potencial.

TORMARESCA

Esta vinícola da Puglia possui duas unidades de produção diferentes, localizadas nas áreas de maior potencial vitícola da região: a propriedade Bocca di Lupo, na denominação Castel del Monte, situada nas colinas selvagens de Murgia, perto da cidade de Bari, e a Masseria Maìme, propriedade na área de Salento, o coração pulsante da região. Os Antinori se instalaram ali não para fazer mais um primitivo em meio a tantos que já existem, mas, sim, para conceber um primitivo ao estilo da família, mais elegante. Esse é um dos principais diferenciais da Tormaresca.

SANTA CRISTINA

De Santa Cristina, é possível avistar a cidade toscana de Cortona, que ocupa o pico de uma colina alta não muito longe de Siena e Perugia. A vista é muito bonita. De um lado, uma planície espaçosa e, do outro, a colina com a cidade. Com novas caves construídas em 2006, exatos 60 anos após a primeira produção, em 1946. Santa Cristina, ao longo do tempo, tornou-se uma referência para os comerciantes. Com cuidado e atenção no trabalho tanto das vinhas como da adega, produz castas nativas e internacionais, criando diferentes famílias de vinhos.

ANTICA

Localizada na parte leste do Vale do Napa, em um planalto alto nas Montanhas Vaca. A paisagem, com suas colinas, lembra muito a Toscana, mas, acima de tudo, representa uma área ideal para a viticultura. A aventura da Antinori na Califórnia começou em 1993 e teve os primeiros frutos (vinhos) em 2001. No princípio com Cabernet Sauvignon e hoje também com Chardonnay, os Antica Napa Valley entrelaçam de modo harmonioso a Toscana com a Califórnia.

COL SOLARE

Chateau St. Michelle e Antinori se uniram para experimentar, juntos, o potencial do Vale de Columbia, em Washington. Desta colaboração nasceu, em 1995, o Col Solare. As vinhas do Col Solare se concentram nas colinas do vale do rio Columbia, no estado de Washington, na parte noroeste dos Estados Unidos, perto do paralelo 46° do hemisfério norte, mais ou menos na mesma latitude de Borgonha. Dias ensolarados e verões quentes ajudam a amadurecer uvas frutadas e concentradas. Já os invernos frios ajudam as videiras em seu repouso. O solo arenoso e rico em argila e as chuvas pouco frequentes contribuem para tornar a interação com este terroirum pouco complicada, mas garantem riqueza e complexidade nos vinhos que apresentam um carácter pouco comum e uma grande elegância. São densos, aromáticos e intensos.

STAG’S LEAP WINE CELLARS

Mais uma pareceria dos Antinori com o Chateau Ste Michelle, de Washington. Criaram uma joint venture que adquiriu, em 2007, uma das vinícola mais importantes do Napa Valley, na Califórnia. Fundada em 1970, é hoje conhecida pela excelência de seu Cabernet Sauvignon. A casa tornou-se famosa a partir de 1976, por ocasião do chamado “Julgamento de Paris”, quando juízes franceses, em uma degustação às cegas, provaram os melhores vinhos da Califórnia em um concurso com rótulos representando os melhores Bordeaux e Borgonha, com vitória para os rótulos norte-americanos. O primeiro prêmio foi atribuído justamente ao Cabernet Sauvignon da Stag’s Leap Wine Cellars, causando um pequeno terramoto na cena mundial do vinho. Uma garrafa do Cabernet Stag’s Leap Wine Cellars de 1973 ainda é conservada no Smithsonian Museum, em Washington D.C., como registro deste evento histórico.

HARAS DE PIRQUE

Fica na parte norte do Vale do Maipo, no Chile, conhecido por sua produção de vinho de alta qualidade. Nascida da colaboração entre as famílias Mate e Antinori, este haras convertido em vinícola orgânica é hoje responsabilidade exclusiva da família Antinori (contando, inclusive, com a supervisão direta de Renzo Cotarella – CEO e enólogo chefe do grupo) e se tornou um excelente produtor boutique da região. Albis, o vinho que se tornou o símbolo da união das duas casas, entre o Velho Mundo e o Novo Mundo, combina Cabernet Sauvignon e Carménère, uma uva internacional e outra chilena. Paralelamente, acreditaram que a zona vitivinícola andina do Chile representa um habitat natural para a uva Sauvignon Blanc, dando origem ao Albaclara que, assim como o tinto Hussonet, foi batizado em homenagem a um cavalo muito premiado da propriedade em seu passado de haras.

TUZKO

Propriedade situa-se nas colinas de Tolna, perto do Danúbio, a 150 km ao sul de Budapeste. O projeto Tuzko Bátaapáti começou no início dos anos 1990, quando a Hungria abriu suas fronteiras para potenciais investidores estrangeiros. Assim, Peter Zwack (da quinta geração da conhecida família húngara que produz licores), Jacopo Mazzei (fortemente ligado ao mundo do vinho pela tradição familiar) e Piero Antinori compraram em 1991 a fazenda Tuzko, onde encontraram belas paisagens, vinhas históricas e adegas subterrâneas. Em 2000, os Antinori assumiram o controle direto da propriedade. Desde então, plantam ali 70 hectares de castas brancas (Chardonnay, Zöldveltelini e Tramini e, em menor medida, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio e Rhine Riesling) e 70 hectares de uvas tintas (predominantemente Kékfrankos e Merlot e, em quantidades menores, Zweigelt, Bìborkadarka, Cabernet Franc, Pinot Nero e Kékoporto).

MERIDIANA WINE ESTATE

Fundada em Malta em 1985 por Mark Miceli-Farrugia, a vinícola aproveitou a colaboração da família Antinori para viabilizar projetos ambiciosos na ilha, criar vinhos internacionais com caráter territorial da região. Em 19 hectares de vinhedos, foram plantados Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Petit Verdot, variedades que mostram o potencial e, por sua vez, se beneficiam da influência do solo e do clima ameno de Malta.

VITIS METAMORFOSIS

Uma pequena borboleta é o símbolo deste novo projeto, simbolizando a crença no potencial vitivinícola da Romênia. Se valendo do talento do enólogo Fiorenzo Rista e sua experiência na cidade de Halewood, onde desenvolveu um longo trabalho para diferentes adegas do país. Para Piero Antinori, este projeto demonstra a confiança dos italianos no futuro da Romênia:  “Acreditamos fortemente no potencial da viticultura do país”.



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