Regiões

Os domínios Albert Bichot na Borgonha

A Borgonha diz muito sobre as virtudes de um grande vinho. Aclamados mundo afora, muitos dos rótulos desta privilegiada porção do território francês dão sentido ao hábito de abrir uma garrafa especial e brindar com quem se gosta.

Albéric Bichot sabe disso. E não apenas porque representa a sexta geração de uma família que se instalou na Borgonha em 1350 e lá vinifica rótulos consagrados desde 1831. Tampouco porque possui na região mais de 100 hectares de vinhedos – sendo 13 ha de Grands Crus e 26 de Premiers Crus – e controla a qualidade das uvas que compra de outros 350 hectares de produtores vizinhos.

Complexidade e alma

O que mais o diferencia talvez seja sua compreensão da essência das vinhas que crescem ali. Não por acaso os cerca de 150 vinhos que produz, sob a chancela Albert Bichot, são sinônimo de complexidade e experiências inesquecíveis, sobretudo por seus Pinot Noir e Chardonnay.

Longe de estereótipos, Albéric Bichot se revela um legítimo homem do vinho, tão espirituoso e apaixonado quanto pragmático. Escolhido em 1996 para conduzir um empreendimento que permanece 100% familiar depois de décadas, ele demonstra uma confiança singular, que mescla os traços de um tradicional herdeiro de terras na Borgonha com o de um négociant que compra uvas selecionadas de outros produtores locais.

“Além de produzir vinhos com uvas de nossos próprios domaines, revolucionamos o conceito de négociants nas últimas duas décadas. Em vez de comprar vinhos prontos, passamos a adquirir as uvas, com nosso próprio padrão de qualidade. Vinificamos para fazer vinhos Albert Bichot. Quando assinamos um vinho, colocamos toda a nossa fé e nossa alma nisso”, diz o tataraneto do fundador da vinícola.

“O importante é a origem das uvas. No fim, o produtor é Albert Bichot. Nossa paixão é o vinho. O que importa é a vinificação, a qualidade das uvas e o que você encontra no final em sua taça”.

Seis propriedades

Sediada em Beaune, a Albert Bichot, que já foi eleita duas vezes pela International Wine Challenge como a melhor vinícola do mundo por sua produção de vinhos tintos e brancos, possui hoje diversas áreas na Borgonha.

São seis propriedades no total, a Domaine Long-Depaquit (Chablis), a Domaine du Clos-Frantin e a Château-Gris (Côte de Nuits / Nuits-Saint-Georges), a Domaine du Pavillon (Côte de Beanes / Pommard), a Domaine Adélie (Côte Chalonnaise / Mercurey) e a Domaine de Rochegrès (Moulin-à-Vent / Beaujolais).

Além destas áreas, a vinícola também investiu em um projeto com terras próprias no Languedoc, no sudeste da França, mais precisamente no Vale da Gardie, onde consegue produzir as uvas Pinot Noir e Chardonnay com sutileza e elegância próximas ao que se encontra na Borgonha, sendo colhidas após um longo amadurecimento.

Uvas orgânicas

Em cada propriedade há uma estrutura de vinificação independente e um enólogo especialista naquele terroir/climat, responsável pela produção do primeiro dia nos vinhedos até o vinho pronto. Nada de um “superenólogo” fazendo todos os vinhos iguais.

Com uma adega nova desde 2014, mais ecológica, o Château Long-Depaquit, localizado no coração da vila de Chablis, em Yonne, dita uma tendência nos domínios da Albert Bichot. Possui patrimônio de 65 hectares (10 de Grands Cru) em que as vinhas são cultivadas com uma abordagem sustentável, com controle de rendimentos e vinificações não intervencionistas na busca de vinhos autênticos, minerais e elegantes. Além disso, usam o solo de maneira a manter a expressão de cada terroir.

“O mais importante é observar, e não agir de maneira fanática, aprender sobre a natureza, com humildade, isso é o que meu avô me ensinou e ainda sigo”, conclui Abéric Bichot.



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